Pedras preciosas e não preciosas
quinta-feira, 27 de março de 2014
ÍNDIA ENCONTRA TESOURO MILIONÁRIO NO PORÃO DO TEMPLO HINDU
Ouro, prata e pedras preciosas foram enterradas no templo por marajás de antiga dinastia que governava a região.
Autoridades da Índia encontraram um tesouro de valor incalculável no porão de um templo hindu no estado de Kerala.
Sivaram V/Reuters
O templo foi construído no século 16 por governantes locais
Acredita-se que o montante de ouro, prata e pedras preciosas, guardadas em quatro câmaras no subsolo do templo, foi enterrado por marajás da dinastia que governava a região ao longo do tempo.
A abertura do subsolo do templo de Sree Padmanabhaswamy, construído no século 16, foi autorizada pela Suprema Corte da Índia, que temia pela segurança do tesouro.
Embora peritos insistam que não é possível avaliar o valor da descoberta, estimativas extraoficiais falam em até US$ 500 milhões (cerca de R$ 780 milhões).
Os descendentes da dinastia de Travancore, que por séculos governou a região e perdeu todos os poderes após a independência da Índia, em 1947, entraram na Justiça para ficar com as peças, mas o processo foi rejeitado.
O atual marajá (que não é reconhecido oficialmente), Uthradan Thirunaal Marthanda Varma, tem sido o responsável pela manutenção do templo. O governo irá administrar o local a partir de agora.
Disputa
Até o momento, apenas duas das quatro câmaras foram abertas. Calcula-se que o tesouro estava intocado há mais de um século.
Um grupo de sete pessoas, entre arqueólogos, representantes do governo e da família Travancore, participou da abertura das câmaras. A localização e o tamanho do tesouro eram assunto de lendas na região.
Um dos membros do grupo, Anand Padmanaban, disse que "há peças do século 18". Por causa da quantidade, "não foi possível contá-las, então estão pesando" o tesouro.
A querela judicial que culminou na descoberta do tesouro teve início após um advogado local questionar a propriedade do templo por parte dos descendentes da dinastia Travancore.
Os Travancore se consideram servos de Padmanabhaswamy, divindade a quem o templo é dedicado, que seria um dos aspectos do deus Vishnu, um dos mais importantes no hinduísmo.
Por isso, os membros da família teriam guardado suas riquezas no subsolo do templo.
O marajá Uthradan Thirunaal Marthanda Varma afirma que tem o direito de controlar o templo por causa de uma lei especial indiana, decretada após a independência, que dava a posse do local ao então líder da dinastia.
No entanto, o pedido de Marthanda foi rejeitado, já que, atualmente, marajás são considerados cidadãos comuns no país. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
COMO É O TRABALHO DE UMA GEMÓLOGA?
Jane Gama é gemóloga desde 1995. Seu trabalho é estudar e avaliar gemas preciosas. Jane administra um laboratório especializado em calcular o valor de joias no Sindicato da Indústria de Joalheria, Bijuteria e Lapidação de Gemas do Estado de São Paulo (Sindijoias).
Jane já vem de uma família que trabalhava no setor de bijuterias. Isso fez com que ela conhecesse o estudo de gemas ainda jovem. Durante a década de 90, ela estudou no Gemological Institute of America, na Califórnia. A gemóloga estima que cerca de 400 brasileiros tenham se formado na instituição, mas que poucos realmente trabalhem como avaliadores. “Muitas pessoas que estudam lá são empreendedores ou profissionais da produção de joias”, diz. “Dá para contar nos dedos os especialistas que trabalham em laboratórios com avaliação”.
Os serviços de Jane são requisitados, principalmente, por pessoas que precisam repartir heranças. A avaliadora conta que, em geral, a joia usada perde quase todo o valor: “Praticamente, só fica o valor do metal e das gemas”, explica. “Na primeira venda, quando a joia é nova, o preço é muito alto por causa da carga de impostos”.
É comum também que clientes apareçam com joias falsas para avaliação. E todos tomam um susto com a revelação. Jane conta que costumam ser relíquias de família guardadas desde épocas de guerra. “Nestes períodos, era comum o uso de vidro e materiais sintéticos”. De acordo com a especialista, não é possível saber se uma pedra é falsa apenas com uma observação a olho nu. “É preciso passar por todos os testes de laboratório e conferir qual é o tipo de gema, para depois calcular seu valor de mercado.”
Dependendo da quantidade de joias que precisam ser avaliadas, a consulta pode demorar bastante tempo. Por isso, Jane cobra por hora. O intervalo de 60 minutos – suficiente para examinar 10 joias simples – custa R$ 120. É preciso agendar horário.
Serviço:
Sindijoias
Av. Paulista, 688, 17º andar, 3016-5850
Sindijoias
Av. Paulista, 688, 17º andar, 3016-5850
quinta-feira, 20 de março de 2014
DIAMANTE ROSA VAI A LEILÃO POR 49 MILHÕES DE EUROS!!!
A leiloeira Sotheby's apresentou, esta quarta-feira, um diamante cor-de-rosa de 59,6 quilates que vai ser leiloado, em Genebra, em novembro, por um preço de licitação que começa nos 49 milhões de euros.
| foto FABRICE COFFRINI/AFP |
| "A Estrela Cor-de-rosa" vai ser o mais valioso diamante a ser leiloado |
"A Estrela Cor-de-rosa", um diamante sem falhas, de formato oval e cor-de-rosa, vai ser o mais valioso diamante a ser leiloado, afirmou a empresa. "Tive o privilégio de examinar algumas das maiores gemas no mundo nos últimos 35 anos, e posso dizer, sem hesitações, que o diamante 'Estrela Cor-de-rosa' é de imensa importância", disse David Bennett, presidente da divisão de joalharia para a Europa e Médio Oriente da Sotheby's.
"É difícil exagerar a raridade dos diamantes cor-de-rosa que pesam 5 quilates, por isso este, de 59,6 quilates, simplesmente rebenta com qualquer escala", insistiu, sublinhando que o diamante pertence "aos grandes tesouros naturais da Terra".
Quando foi pela primeira vez revelado ao público, em 2003, esta pedra preciosa recebeu o nome 'Steinmetz Pink', mas foi renomeada depois de ter sido vendida, há quatro anos, a um comprador que permaneceu anónimo e por uma quantia não divulgada.
O diamante, que recebeu o rating mais elevado em termos de cor e clareza por parte do Instituto Gemológico da América, tem mais do dobro do tamanho do diamante 'Graff Pink', de 24,78 quilates, que em 2010 marcou um novo recorde, ao ser vendido por 46,2 milhões de dólares (cerca de 34 milhões de euros) num leilão na Sotheby's, em Genebra.
Subscrever:
Comentários (Atom)